O Núcleo da Vida — Curiosidade

O Núcleo da Vida · Capítulo 14

Curiosidade

Paul J. Bucknell

Quando os crentes aprendem sobre esses três estágios e percebem que não existe um quarto estágio, começam a se perguntar em qual grupo se encaixam. É muito parecido com mostrar uma foto de grupo tirada em um piquenique ou passeio. Os nossos olhos tendem a varrer a foto em busca de nós mesmos. Estou na foto? Como estou aparecendo?

Os cristãos, cheios de curiosidade sobre as próprias vidas, querem saber quanto já avançaram. A maioria dos crentes nunca sequer ouviu falar desses níveis de desenvolvimento espiritual, de modo que o assunto desperta interesse até nos que têm uma fé morna. O Senhor também usou analogias familiares que todo crente pode facilmente entender, abraçar e transmitir aos outros.

Ao falar de níveis, há o perigo de alguém se perceber maior ou mais importante do que outro, e até pensar que precisa corrigir os demais (poderíamos chamá-los de valentões espirituais). Esse dificilmente é o propósito que João tem em mente.

Em vez de nos compararmos com os outros, devemos buscar identificar até onde a força de vida do Espírito Santo nos capacitou a refletir a semelhança de Cristo. Isso deve se refletir na maneira como conduzimos as nossas vidas, bem como nos nossos serviços ou ministérios. Esse interesse saudável pela nossa vida espiritual nos leva a pensar em quanto já crescemos e em que outras áreas precisamos amadurecer mais. Pense em si mesmo como um menininho que sonha em crescer para ser como o seu papai.

Ilustração do capítulo 14: Curiosidade

Uma nova visão de crescimento é necessária

A maioria dos crentes, em vez de experimentar um crescimento saudável, caiu na estagnação espiritual. Eles não estão crescendo. Nem sequer sabem que se espera deles que continuem crescendo! Ou, se percebem isso, sentem-se derrotados. Têm problemas em uma ou mais áreas das suas vidas e, em grande parte, perderam a esperança de que possam ser diferentes do que veem em si mesmos hoje. Pensam que é ali que vão permanecer.

Assim como conduzimos uma videira em crescimento para onde queremos que ela vá, precisamos conduzir os nossos pensamentos. Sempre que combinamos a compreensão das poderosas forças de vida de Deus com o Seu propósito específico para nós em cada estágio da nossa vida cristã, podemos avançar com ímpeto no nosso desenvolvimento cristão.

Assim como os estirões de crescimento na vida física nos impulsionam rumo à idade adulta, na vida espiritual a compreensão das Suas verdades traz aumentos de fé que nos fazem crescer espiritualmente. A cadeia de pensamentos que edifica a nossa expectativa de crescimento espiritual pode ser mais ou menos assim:

Uma esperança crescente

“Quer dizer que o Senhor realmente quer que eu seja como Jesus? O Senhor vai me ajudar a entender o que isso significa na prática para mim e vai me mostrar o caminho até lá? Qual é o meu próximo passo?”

Esses pensamentos e perguntas geram fé — a expectativa de que o crente pode e deve crescer mais espiritualmente.

Agora eles estão pensando no desenvolvimento espiritual e começam a olhar para os objetivos que Deus tem para eles, em vez dos problemas que vinham enfrentando. A esperança de mudança começa a retornar. Junto com a fé aumentada, eles têm as promessas de que Deus os capacitará a continuar crescendo.

Uma forte confiança no plano de Deus

Cada crente, passo a passo, foi destinado a crescer até a plena maturidade, atravessando os vários estágios da vida espiritual. Alguns podem fazer objeção a esse ensino, mas é o que está sendo ensinado aqui em 1 João 2:12-14. O problema maior por trás das nossas desconfianças são os nossos conceitos falhos de maturidade. Ninguém pode se tornar perfeito, sem pecado. Embora já manchados, ainda podemos ver as nossas vidas transformadas por decisões piedosas e consistentes que dão glória a Deus. Observe como as palavras de João ressoam com esses pensamentos:

Meus filhinhos, vos escrevo estas coisas para que não pequeis; mas se alguém pecar, temos um advogado com o Pai: Jesus Cristo, o justo. E ele é o sacrifício para perdão dos nossos pecados; e não somente dos nossos, mas também dos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos, se guardamos os seus mandamentos. (1 João 2:1-3).

Quando os crentes ficam curiosos, ficam abertos para aprender e crescer (os professores sabem quão importante é a disposição de aprender nos seus alunos). É algo tão diferente da mentalidade do crente que pensa que já chegou lá (seja lá o que isso signifique) por frequentar a igreja há quinze anos.

Tornando-se ansioso por crescer

Nós não precisamos fazer a vida crescer. Ela cresce por si mesma. Assim como acontece com um brotinho, precisamos proteger aquela plantinha e fornecer-lhe os elementos necessários, como água, adubo e luz do sol. Portanto, embora não produzamos a vida nem o crescimento, nós cultivamos o seu crescimento. Assim é com a vida cristã.

Uma vez que o crente compreende o seu potencial de crescimento, fica ansioso por adquirir mais da verdade da Palavra de Deus para remodelar a sua mente. Deixando a ignorância para trás, ele exulta na glória dos grandes propósitos de Deus para ele em Cristo Jesus.

Envia tua luz e tua verdade, para que elas me guiem, para que me levem ao monte de tua santidade e a tuas

habitações; E eu entre ao altar de Deus, ao Deus da minha maior alegria, e eu te louve com harpa, ó Deus, meu Deus. (Salmo 43:3-4).
O crescimento é possível. Quando cremos nisso, como Davi, nós o buscamos pela fé, em qualquer nível em que estejamos hoje na nossa vida espiritual. Mesmo em pecado, como Davi, podemos, pela graça de Deus, escapar das garras do mal (Salmo 32).

Lições

Memorize e Medite

Salmo 43:3-4

1 João 2:1-3

Tarefa